1º CAMPOREE NO BRASIL (MATÉRIA ORIGINAL - REVISTA ADVENTISTA)


 1º CAMPOREE NO BRASIL

Pastor José Maria: feliz com a realização do I Camporee de Desbravadores. 

De 14 a 16 de novembro estiveram reunidos em Campestre Novo, RS, mais de 300 desbravadores. O local, um sitio de oito e meio hectares, pertence à Associação e foi adquirido especialmente para acampamentos. Este foi o primeiro acampamento no local bem como o primeiro Camporee no Brasil. 

Pastor Rodolfo Gorski: falando aos Desbravadores gaúchos. 

Foi uma festa especialmente preparada para os desbravadores. Eles eram a peça principal de toda programação. O dia começava com o hasteamento da bandeira, seguido pelo culto e a refeição matinal. Durante o sábado seguiram-se as reuniões normais. Todas as noites havia reunião ao pé da fogueira. E o domingo foi reservado para a demonstração de habilidades e competições inter-clubes. 

A alegria estampada no rosto de cada juvenil impressionava a qualquer um. O vigor e a disposição eram quase incontroláveis em meio a poeira e ao calor escaldante de sábado. Lá é tudo natural, desde a água que nasce numa fonte à flor da terra, a cachoeira para os banhos até o salão de reuniões, que é uma enorme caverna com capacidade para mil pessoas, e cujo púlpito é uma pilha de lascas de pedras.

 
Ostentando as insígnias das Classe s Progressivas, os líderes não escondem a alegria pelo êxito do empreendimento.

Alguns clubes tiveram que viajar mais de 700 quilômetros para chegarem ao local do Camporee. Isto ocorreu com o clube Três Fronteiras, de Uruguaiana. Outros viajaram apenas 40 quilômetros, como foi o caso do clube Everest, do IACS. O clube de Alegrete foi fundado há seis meses pelo 2.° sargento Ercy Melgarejo. A vinda deles ao Camporee foi a primeira excursão, e também aproveitaram para a inauguração do uniforme. Muitos não tinham recursos para a viagem; por isto alguns clubes fizeram campanhas com chaveiros. 

Foi marcante o senso de disciplina dos Desbravadores.

Camporee é um acampamento rápido de fim de semana, enquanto os outros duram mais dias. A história dos desbravadores começou com um Pastor nos EUA, que resolveu fazer um acampamento só para juvenis, ao qual os pais não os acompanhariam. Os pais gostaram dos resultados. A idéia criou raízes e hoje temos milhares de juvenis participando de centenas de clubes pelo mundo do. No Brasil, foi em 1961 que o Pastor Wilson Sarli fundou o primeiro clube em Ribeirão Preto, Est. de São Paulo. 

Vista parcial do acampamento dos Desbravadores, em Campestre Novo, Rio Grande do Sul. 
 
Num Clube de Desbravadores as crianças aprendem esportes, ordem unida, princípios de cozinha, primeiros socorros (quase todos sabem aplicar injeções), sobrevivência nas selvas, noções de acampamento, como ajudar a ser útil na comunidade, aprendem profissões, além de aprenderem a temer a Deus o Criador. Eles formam numa igreja um grupo unido, destacando-se nas atividades da igreja. 

Os 300 Desbravadores tiveram suas reuniões numa gruta que pertence ao acampamento de Jovens da Associação Sul-rio-grandense. 

No Estado do RGS há 14 clubes, com 450 desbravadores, dirigidos pelo departamental MV José Maria e auxiliado pelo estudante missionário Jason MsCracken, que se especializou em trabalhar com os desbravadores. A pergunta: Vale a pena investir nestas crianças e Juvenis? foi respondida das mais diversas maneiras pelos dirigentes de clubes e líderes MV. Para o Pastor Rodolfo Gorski "já se está sentindo uma mudança nas igrejas que têm Clube de Desbravadores". Pedro Matos, de 50 anos, dirige o clube do bairro Camaquã, em Porto Alegre, e estava sentado sobre um banco improvisado na barraca que servia de cozinha, quando disse sorrindo, que gosta das crianças e se adapta bem com elas. "Não quero deixar este trabalho tão cedo. Fazemos excursões, recoltamos, distribuímos folhetos, vendemos Nosso Amiguinho, ajudamos recolhendo um caminhão de viveres para os flagelados de Tubarão. Assim os ajudando, nós os ganhamos para a igreja e eles nela permanecem". Já Everton, de Caxias do Sul, não sabe se vale a pena ou se compensa o sacrifício, pois faz poucos meses que iniciou seu Clube. Paulo França é engenheiro Agrônomo e Naura Torman professora. Eles dirigem o clube Decondor de Pelotas. Dizem ser um pouco sacrificado realmente, mas ao ouvirem as crianças orar para que os dirigentes do clube não desanimem, percebem a influência e o resultado do trabalho que toca à criança. Estes sentem uma necessidade enorme de serem ajudados.


Não faltaram as demonstrações práticas durante o Camporee. 

Para o download da revista basta acessar https://acervo.cpb.com.br/ra ou clique aqui

Referência Bibliográfica
1 CAMPOREE no Brasil. Revista Adventista, Santo André, ano LXX, n. 12, p. 16–18, dez. 1975. Disponível em: https://acervo.cpb.com.br/ra



 

Nenhum comentário:

Postar um comentário